Ando vazio,ressequida de qualquer pensamento pleno.
Era a união sensual do dia com a hora mais crepuscular.Era quase noite e estava claro quando pensei em você,e lá fora só voavam pássaros de penas empalhadas e também ressequidas,sem vida.
A noite não vinha,não vinha,não vinha que era impossivel.E o seu amor que agora era impossivel,que era seco como a febre de quem não transpira,era amor sem ópio nem morfina.E "eu te amo" era uma farpa que não se podia tirarcom uma pinça.
E quando me olho no espelho,nenhum sinal de lágrimas,só uma doçura pesada que quando me permite,vejo em você.
Por seco e calmo ódio,quero isso mesmo,este silêncio feito de calor,tuas lágrimas cheias de dor,teu coração se contorcendo de pura inveja de lábios desconhecidos que com ternura tocam os meus,tua garganta suplicando por gritos sufocados de dor.
Tristemente belo. Embora o final agressivo. Gostei muito.
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